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Bem Aventurada Plácida VIEL, religiosa: |
Eulália Vitória Viel , cujo nome religioso era Madre Plácida, nasceu em 26 de setembro de 1815, na família de Hervé Viel, numa localidade chamada Val Vacher, no centro do Val de Sairé, França. Batizada no dia do seu nascimento, Eulália Vitória Jacqueline, chamavam-na costumeiramente de Vitória, em lembrança de uma irmãzinha falecida muito cedo, e que tinha este mesmo prenome. Seus padrinhos eram Jeanne Viel e Jacques Tournaille. Vitória freqüentava a escola do vilarejo e ajudava seus pais com os trabalhos no campo e em casa. Fez sua Primeira Comunhão antes da idade permitida, pois foi considerada, pelo pároco de Quettehou e pelo abade Lepoitevin de Duranville, apta a receber a Eucaristia. Segundo as próprias palavras de Madre Plácida, este lhe teria dito: “Não sei, querida criança, o que Nosso Senhor lhe pedirá, mas estou persuadido de que Ele tem planos particularíssimos para a sua alma, planos para os quais é preciso, desde agora, preparar você para que possa respondê-los, amando Jesus de todo o seu coração e procurando sempre cumprir Sua adorável vontade.” |
Irmã Plácida foi, então, a Coutances, acompanhada da
Irmã Xavier, a fim de obter a autorização do bispo local.
Depois, partiu rumo a Paris. Assim, ela precisou fazer diversas viagens, entre
janeiro de 1844 e junho de 1846. Foi nesta ocasião que ela se encontrou
com a Rainha Maria Amélia.
Irmã Plácida viajou também pela Bretanha, passando por Rennes, Nantes, Saint-Brieuc, no final da primavera de 1845. Tostão a tostão, após longas peregrinações entre ministérios e administrações, as religiosas conseguiram finalmente obter fundos para a reconstrução de sua abadia.
Em 16 de julho de 1846, a Madre Superiora, Maria Madalena Postel, faleceu.
Em 5 de setembro daquele ano Irmã Plácida foi eleita a nova
Superiora. Sua eleição foi praticamente unânime, contando
menos dois votos apenas1. Madre Plácida assumiu uma dupla tarefa: administrar
material e moralmente a abadia, e angariar fundos para a reconstrução
da mesma. Retomou suas viagens e nomeou Irmã Maria sua suplente, representando-a
à frente do mosteiro e assegurando sua coordenação, enquanto
ela estivesse ausente. Partindo de Paris, em 14 de setembro de 1849, Madre
Plácida chegou a Viena quatro dias mais tarde, após passar por
diversas cidades, como Bruxelas (Bélgica), Colônia, Berlim e
Breslau (Alemanha). Em Viena, ela foi recebida pela baronesa de Pongrâce
e visitou o vigário geral do arcebispo. Em 19 de setembro, chegou ao
castelo de Froshsdorf, onde foi recebida por Henrique V e sua esposa, Maria
Teresa. No caminho de volta, Madre Plácida foi a Potsdam, onde obteve
uma audiência com o rei da Prússia, Frederico Guilherme, que
também lhe fez uma doação2.
A exemplo da fundadora do Instituto, Madre Plácida lutou para aumentar
o número de vocacionadas em sua congregação, dando às
suas “filhas” uma sólida formação espiritual.
Mais de 110 instituições foram criadas, das quais a mais importante
foi a da Casa do Coração Santo de Maria, em Paris. Este estabelecimento,
que tinha por vocação assegurar a educação de
adolescentes oriundas das camadas mais populares, foi confiado à Irmã
Elísia. Se o começo foi difícil, o estabelecimento, com
o passar do tempo, floresceu. Cinqüenta moças foram acolhidas
em 1848; em 1870, já eram quinhentas. Em 1862, outra casa foi fundada
na Alemanha.
Em seguida à capitulação da França na batalha
de Sedan, e do êxodo da população civil, a abadia de São
Salvador viu chegarem as Irmãs que estavam nos territórios invadidos,
mas também soldados feridos e moribundos. Durante o inverno de 1870-1871,
a abadia foi transformada em hospital, onde as Irmãs se desdobravam
incansavelmente para tratar e confortar os feridos, um total de 8.317 pessoas.
Em 1846, quando Madre Maria Madalena Postel faleceu, os muros da abadia estavam
praticamente reconstruídos. Três anos depois, o coro estava pronto.
Em 10 de agosto de 1855, foi possível transferir o corpo da fundadora
para a Capela da Cruz, à esquerda do transepto, onde um túmulo
havia sido preparado nesta intenção.
Pouco tempo depois, em 21 de novembro, o Abade Delamare abençoou a
igreja, abrindo-a ao culto, e foi este mesmo abade, já sagrado bispo
de Luçon, que consagrou solenemente a igreja da abadia, na presença
do bispo de Coutances.
Foram necessários mais de doze anos para que a restauração
fosse terminada, graças à tenacidade de Madre Maria Madalena
Postel e, posteriormente, de Madre Plácida.
Madre Plácida Viel faleceu em 4 de março de 1877. A congregação
contava, então, 1.100 religiosas e 104 escolas. Foi beatificada em
6 de maio de 1951, pelo Papa Pio XII, sendo a sua festa fixada em 4 de março.
Citações
«Eu gostaria de ter uma casa repleta de crianças,
na qual o Bom Deus fosse servido.»
A respeito de suas buscas:
«Eu ia sem temores, tendo a mais inteira fé
nas palavras de minha Superiora e persuadida de que eu cumpria a obra de Deus.»
«Se Jesus diz a um coração impaciente
: tenha paciência, ele terá ; se Ele diz a um coração
frio e pouco caridoso : seja ardente e caridoso, ele o será; se Ele
diz a um coração cheio de amor pelo mundo: desapegue-se, logo
este coração estará transformado. Como é grande
e poderoso Aquele que opera tantas maravilhas ! »
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Bem Aventurada Martha Le Bouteiller, religiosa: |
| "Sempre
se pode fazer mais e melhor o bem que se faz." (B. A. Martha le Bouteiller) Aimée Adéle Bouteiller (Irmã Martha), nasceu aos 02 de dezembro de 1816, em La Henrière, uma aldeia a dois km de Percy, na Normandia/França. Foi nos anos de 1841 a 1883, que cresceu na Abadia Saint-Sauveur-le-Vicomte, esta vida simples, oculta qual violeta, espalhando perfume precioso de santidade e conquistando os corações de todos que a conheciam. |
Irmã Martha, unida por uma laço de profunda amizade espiritual
com a, então Superiora Geral Madre Plácida Viel, - parecia o
oposto daquela vida agitada e fecunda - consumindo-se no serviço humilde
aos irmãos, pelos trabalhos domésticos, sobretudo na adega da
Abadia. Sempre recolhida, mas amável e disponível, sua grandeza
está nas coisas pequenas, vividas com intenso amor, no cumprimento
alegre de seus deveres cotidianos e na sua doação a todos. Com
fervor e fidelidade total, seguia as pegadas da Santa Fundadora, Maria Madalena
Postel, no seguimento de Cristo.
Na pessoa da Bem-Aventurada Martha, Deus deu ao mundo de hoje um modelo de
humildade, serviço, amor incansável, esquecimento de si próprio
e de intimidade muito profunda com Jesus Sacramentado; pois, aproveitando
de todo tempo livre para estar com Ele, Irmã Martha arrancou maravilhas
de graças e perdão do Céu para todos.
Irmã Martha, foi Beatificada no dia 04 de novembro de 1990, pelo Papa
João Paulo II, que expressou sua admiração extraordinária
por esta humilde Irmã.
Sua festa celebra-se no dia 18 de março.